Rostos rotulados, todos prontos a julgar.
Com sorrisos ensaiados e olhares vazios,
É fácil se perder entre tantos desafios.
A sobriedade pesa como um manto de chumbo,
Enquanto as vozes da razão se tornam um zumbido.
Sou o “louco” que ri, que observa em silêncio,
No meio da normalidade, um profundo desvio de senso.
Eles dançam em círculos, presos em suas prisões,
Cegos para a loucura que habita os corações.
Falam de felicidade como quem vende ilusões,
Mas por trás das máscaras, só há frustrações.
O "normal" é um rótulo que pesa e esmaga,
E eu, em minha sanidade, me sinto uma saga.
Desafiando as normas com um sorriso aberto,
Na loucura da vida, descubro o afeto.
A multidão caminha como um rio sem fim,
Mas na correnteza do ser, eu busco o meu sim.
A loucura é um convite a viver sem amarras,
E na sobriedade encontro as minhas raras caras.
Caminhar entre eles é um ato de coragem,
Pois quem é verdadeiramente livre não tem passagem.
Sigo firme na dança entre o real e o sonhar,
Enquanto os "normais" se perdem em seu próprio andar.
E assim celebro a vida com toda sua cor,
Na loucura de ser eu mesmo: um verdadeiro amor.
Pois na sobriedade da mente e no calor do coração,
Encontro a beleza que escapa da multidão.
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