sábado, 12 de outubro de 2024

vozes

No silêncio da mente, as vozes começam a soar,  
Sussurros e gritos que não param de ecoar.  
São ecos de traumas, lembranças do passado,  
Um turbilhão de sentimentos que deixa o coração apertado.  

Elas falam de medos, de dores escondidas,  
De um mundo que grita, de verdades perdidas.  
Às vezes são risadas, às vezes são lamentos,  
E em meio ao caos, perco os meus momentos.  

No cotidiano, elas dançam como sombras,  
Influenciam passos, como se fossem ondas.  
Um olhar atravessado, uma ruga na testa,  
E a vida se transforma em uma eterna festa.  

São vozes que ditam regras e caminhos,  
Que trazem à tona os mais profundos espinhos.  
Falam de insegurança, de um futuro incerto,  
E o peso das palavras se torna um deserto.  

Mas entre as vozes que gritam e sussurram,  
Há um eco de força que nunca se apura.  
A luta é diária para encontrar a verdade,  
E transformar a dor em uma nova realidade.  

Com cada respiração, aprendo a escutar,  
As vozes que ferem e as que vêm pra amar.  
Pois mesmo em meio ao ruído e à confusão,  
Há espaço para esperança e renovação.  

Assim sigo em frente, entre sombras e luzes,  
Aprendendo a dançar com as minhas próprias cruzes.  
As vozes podem ferir ou ensinar a crescer,  
E no labirinto da mente, escolho renascer.  

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