Na floresta, a raposa esperta,
Com seu olhar de quem não se aperta,
Viu um cacho de uvas a brilhar,
“Ah, que delícia! Eu vou me fartar!”
Mas ao pular e tentar alcançar,
As uvas danadas começaram a escapar.
“Essas uvas estão verdes, eu não quero não!
Quem come isso? Só um touro ou um ladrão!”
E assim a raposa, cheia de orgulho,
Disfarçou a fome com um belo murmulho.
“Verdes e azedas! Que coisa horrenda!
Prefiro meu queijo, essa é a minha senda!”
Mas quem não viu a cena tão clara?
Um animal faminto que mente e dispara.
A moral da história, bem fácil de ver:
Às vezes é mais fácil criticar do que comer!
Então, Matusalem, se um dia você se sentir,
Como a raposa, tentando resistir,
Lembre-se: se algo é difícil de alcançar,
Talvez seja só uma desculpa pra não se esforçar!