Chego em casa, cansada e aflita,
Com um monte de roupa, a pilha é infinita.
Enquanto você se perde em seu mundinho,
Eu sou a dona de casa, e não tenho caminho.
Olho pra você, com cara de quem não sabe,
Que a vida não é só festa e um pouco de trabe.
Minhas roupas sujas estão gritando por mim,
Mas você só quer papo, como se isso fosse o fim.
"Ah, mas a gente podia conversar," você diz,
Mas enquanto isso, a máquina de lavar me faz feliz.
Cada peça que entra é uma batalha a ganhar,
E eu só queria um pouco de paz pra respirar.
Sou mãe solteira, com um dia exaustivo,
E você não percebe meu esforço intuitivo.
Teu mundo cor-de-rosa não me toca mais,
Já estou na luta e não tenho tempo pra mais.
Então vai lá pro seu mundinho de ilusão,
Enquanto eu enfrento a dura realidade da situação.
Não é falta de maturidade, é sobrevivência pura,
E quando as roupas falam, a vida fica dura.
Assim sigo lavando e enfrentando o que vem,
Com cada ciclo da máquina, um novo amanhecer também.
E se um dia você entender essa minha missão,
Quem sabe aí poderemos ter uma boa conversa então!
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