Num canto verde, a horta a brilhar,
Lá está o grilo, a se deliciar.
Com folhas frescas, um banquete a fazer,
Enquanto eu observo, sem poder conter.
Pequeno invasor, com seu canto suave,
Mastiga e dança, numa festa tão grave.
Mas não há veneno, não tem agrotóxico,
Um lar saudável, é meu maior propósito.
Cruzando os canteiros, ele se diverte,
Em cada mordida, um gosto que aperte.
Mas quem pode culpar esse ser tão feliz?
Na natureza é assim: um ciclo que se diz.
Oh grilo travesso, com tanto a comer,
Teu apetite voraz não me faz sofrer.
A horta é um canto de vida e amor,
E mesmo no caos, há sempre um valor.
Então deixo que proves do que plantei,
Pois sei que na terra o equilíbrio é lei.
Com um sorriso no rosto e paz no coração,
Celebro a harmonia em nossa conexão.
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