No peito uma chama, um grito contido,
Coração acelerado, futuro incerto e querido.
Quero ser livre, voar sem amarras,
Mas a ansiedade me puxa, como correntes raras.
Olho pra trás e vejo rostos de reprovação,
Palavras pesadas que ferem o coração.
A família que ama, mas tem medo do novo,
Preconceito enraizado, um manto tão povo.
Mas dentro de mim há um desejo profundo,
De viver a verdade, de romper todo o mundo.
O foda-se ecoa como um grito de guerra,
É hora de ser eu, deixar pra trás a terra.
A vida é curta para se viver na sombra,
Pra ser quem não sou e a liberdade que assombra.
Então vou me lançar nessa dança vibrante,
Deixar o medo pra trás e seguir adiante.
Se a crítica vier como chuva em tempestade,
Vou dançar na chuva e celebrar a verdade.
Não sou mais prisioneiro do olhar alheio,
A liberdade é minha e eu grito: "Eu creio!"
E assim sigo firme na trilha do amor,
Ligando o foda-se à dor e ao temor.
Vou abraçar quem sou com toda a minha força,
E deixar que o preconceito se perca na brisa.
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