sábado, 26 de outubro de 2024

preconceito


No peito uma chama, um grito contido,  
Coração acelerado, futuro incerto e querido.  
Quero ser livre, voar sem amarras,  
Mas a ansiedade me puxa, como correntes raras.

Olho pra trás e vejo rostos de reprovação,  
Palavras pesadas que ferem o coração.  
A família que ama, mas tem medo do novo,  
Preconceito enraizado, um manto tão povo.

Mas dentro de mim há um desejo profundo,  
De viver a verdade, de romper todo o mundo.  
O foda-se ecoa como um grito de guerra,  
É hora de ser eu, deixar pra trás a terra.

A vida é curta para se viver na sombra,  
Pra ser quem não sou e a liberdade que assombra.  
Então vou me lançar nessa dança vibrante,  
Deixar o medo pra trás e seguir adiante.

Se a crítica vier como chuva em tempestade,  
Vou dançar na chuva e celebrar a verdade.  
Não sou mais prisioneiro do olhar alheio,  
A liberdade é minha e eu grito: "Eu creio!"

E assim sigo firme na trilha do amor,  
Ligando o foda-se à dor e ao temor.  
Vou abraçar quem sou com toda a minha força,  
E deixar que o preconceito se perca na brisa.

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