No peito uma chama, um amor que não cessa,
Mas a indecisão pesa, como uma fortaleza.
Olho nos teus olhos, a luz que me atrai,
Mas o medo do julgamento sussurra: "não vai."
Caminhos entrelaçados, sorrisos compartilhados,
Mas a sociedade pesa com seus olhares pesados.
O que dirão? O que vão pensar?
Se o amor é tão puro, por que hesitar?
Os dedos se tocam, o mundo se aquieta,
E nesse instante mágico, a vida se completa.
Mas a voz da razão grita em meio à paixão,
Dizendo que amar pode ser prisão.
A beleza do amor é transcender o temor,
É dançar sob estrelas e celebrar o ardor.
Por trás de rótulos e do medo do olhar,
Há um desejo profundo de simplesmente amar.
E se os ventos sopram contra essa verdade,
Que eu encontre coragem na minha identidade.
Pois viver é um ato de pura liberdade,
E amar quem se ama é a verdadeira felicidade.
Assim sigo o caminho, buscando me encontrar,
Entre a luz da aceitação e o desejo de amar.
Que os medos se dissolvam como neblina ao sol,
E que eu possa gritar: "Eu amo!" sem um só farol.
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