Nos olhos que olham com tanto temor.
Família que não vê, que não quer entender,
O peso da mente que insiste em sofrer.
"Normal demais", dizem, com risos e olhares,
Mas mal sabem eles dos meus pesares.
A luta interna que ninguém pode ver,
Um labirinto escuro onde não posso correr.
Caminhos tortuosos, pensamentos em fúria,
E a busca por paz é uma eterna penúria.
Mas o rótulo de louco assusta e afasta,
E a porta se fecha, a compreensão se desgasta.
Queria gritar, mostrar minha verdade,
Que ser diferente não é só dificuldade.
É um jeito de sentir o mundo em cores,
É viver em intensidade, é ter mil amores.
Mas na solidão da porta fechada eu aprendo:
Que cada um tem suas batalhas e seu tempo.
E mesmo sem abraços, mesmo sem apoio,
Vou buscar a luz na sombra do meu sonho.
Um dia talvez vejam além do superficial,
Que as mentes são vastas, cada uma especial.
E enquanto isso sigo, firme na jornada,
Com as chaves do coração e a alma elevada.
Pois mesmo fechadas as portas da compreensão,
Carrego dentro de mim a força da criação.
E na dança da vida, entre risos e prantos,
Vou me encontrar nas notas dos meus próprios cantos.
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