Amigos que foram luz, agora sombras que se fazem.
Um vazio profundo, ecoa no coração,
Lembranças se esvaem, como areia na mão.
Cada internação um capítulo de dor,
Salas frias, olhares perdidos, um mundo em desamor.
O passado se agita, como um mar revolto,
E as risadas que ecoavam agora são um sopro.
Os rostos que amei, onde estão? Pergunto em vão,
Sorriso e calor se tornaram solidão.
A cada porta fechada, um pedaço de mim se foi,
E o eco do silêncio é o único que ficou.
As conversas que aqueciam agora são lembranças distantes,
Fragmentos de alegria entre momentos errantes.
O fardo de esquecer pesa como uma corrente,
E a saudade dos abraços grita em minha mente.
Mas mesmo na dor há um fio de esperança,
Que entrelaça o passado e traz nova confiança.
Quem sabe um dia os rostos voltem a brilhar,
E as memórias perdidas possam novamente dançar.
Por ora, sigo adiante com o peso na alma,
Buscando nos vazios uma luz que me acalma.
Pois mesmo na tristeza há força para lutar,
E dentro do coração ainda há espaço pra amar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário