A esquizofrenia chega, e o aprendizado se vai assim.
Palavras se embaralham, conceitos se desvanecem,
O saber se dissolve, como nuvens que desaparecem.
Os livros na estante parecem tão distantes,
Ideias que antes fluíam, agora são hesitantes.
A curiosidade, um pássaro que voa em dor,
E a mente que buscava, agora encontra só temor.
Mas há um lado suave nessa tempestade interna,
Um simplificar da vida que a alma eterna governa.
As cores mais vibrantes, os sons mais intensos,
Em meio ao turbilhão, surgem novos sentidos imensos.
O caos se transforma em uma dança sutil,
Onde o que era complicado se torna mais gentil.
As sombras da dúvida dão lugar à leveza,
E a beleza do instante traz uma nova certeza.
O aprendizado pode ter se perdido no ar,
Mas o coração aprende a amar e a sonhar.
No silêncio das vozes que ecoam na mente,
Surge uma paz estranha, um novo horizonte presente.
Então, mesmo na luta com as correntes da razão,
Há um jeito de ver o mundo com outra visão.
A vida simplificada traz sua própria beleza,
E no meio do caos floresce a gentileza.
Perder-se no saber pode ser doloroso e triste,
Mas encontrar-se no ser é o que realmente existe.
Na dança da mente, entre luz e escuridão,
Há sempre um espaço para a amorosa aceitação.
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