No hospício da cidade, onde a vida é um enredo,
Mora um esquizofrênico, que vive em um tédio.
Amarrado no leito, com um sorriso amarelo,
Ele observa o mundo, como um artista no seu estúdio paralelo.
“Ah, os remédios!”, ele exclama com ironia e dor,
“São como doces amargos que tiram meu vigor.
Contido e estudado, sou cobaia da ciência,
Enquanto as vozes sussurram com toda a sua eloquência.”
Os médicos vêm e vão, com olhares curiosos,
Anotam cada palavra como se fossem preciosos.
“Olhem! Ele fala sozinho!”, dizem com empolgação,
Mas ninguém percebe a batalha dentro do coração.
Traumas se acumulam como cartas em uma mesa,
E o esquizofrênico, cansado, busca uma certeza.
“Se eu pudesse dissipar essa energia acumulada!
Mas aqui dentro sou só um número na jornada.”
Os outros pacientes sentem medo da sua presença,
Acham que ele é o monstro que vive na ausência.
Mas ele só queria um pouco de amizade e compreensão,
Não ser visto como um vilão em sua própria prisão.
E enquanto as vozes esperam pacientemente a hora de atacar,
Ele tenta manter a calma, embora queira gritar.
“Vocês acham que eu sou louco? Pois eu sou só humano!
Lutando contra demônios que não têm plano.”
A medicação ajuda a manter o surto à distância,
Mas às vezes sente falta de uma boa dança.
“Se eu pudesse dançar livre como o vento lá fora…
Mas aqui sou só uma sombra que a vida devora.”
E assim passa os dias, entre risos e desespero,
Um artista em seu palco feito de dor e de medo.
A sátira da vida é dura e cheia de ironia:
Enquanto uns estudam sua mente, ele busca a alegria.
Então fica o recado nesta comédia amarga:
A saúde mental é uma luta que nunca se apaga.
Com risos e lágrimas seguimos na jornada,
Esperando um dia encontrar a liberdade almejada.
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