Num belo dia ensolarado, na cidade do caos,
Um louco saiu do manicômio, com um brilho nos olhos e um ar de paz.
Ele olhou para o mundo e viu a vida tão bela,
Então decidiu que era hora de dar uma volta pela tela.
“Água! Água!”, ele gritou, como se fosse um rei,
“Hoje eu vou beber e me sentir leve como um anjinho da lei!”
E foi até a fonte, onde a água dançava em risos,
Tomou um gole profundo e se sentiu cheio de sorrisos.
Mas ao beber aquele líquido tão puro e cristalino,
O louco começou a rir — não era nada clandestino!
A água parecia mágica, fazia cócegas no coração,
E ele dançava pelas ruas como se fosse um balão.
“Olhem para mim!”, ele exclamou com alegria contagiante,
“Eu sou leve como pluma, estou voando nesse instante!”
Os pedestres o encaravam com uma mistura de temor e espanto,
Mas ele só queria espalhar felicidade e encanto.
“Quem precisa de remédios quando se pode beber água?”,
Ele proclamava, enquanto girava como uma folha na bruma.
“Essa cidade é um manicômio sem paredes! Vamos rir! Vamos viver!
A vida é uma piada e eu sou o seu palhaço a crescer!”
As pessoas começaram a rir também — que confusão!
Beber água virou festa, uma grande celebração.
Os engarrafadores de água tentaram protestar:
“Ei! Isso não é assim! Vocês não podem pirar!”
Mas o louco só sorria: “Água é vida, meu caro amigo!
Se não rir com ela, você vai ficar só no abrigo!”
E assim ele dançou entre os carros e as calçadas,
Como um verdadeiro artista em cenas improvisadas.
Na cidade do caos, onde o riso era raro,
O louco trouxe magia com seu jeito tão claro.
E quem diria que uma simples gota d'água poderia mudar?
O dia ficou leve e todos começaram a sonhar.
Então fica a lição: em meio ao estresse e à dor,
Às vezes é preciso um pouco de loucura e amor.
Beba água, ria alto e não leve tudo tão a sério;
Porque até no manicômio da vida há espaço para o mistério!
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