quarta-feira, 30 de outubro de 2024

enfim sóbrio


Num belo dia ensolarado, na cidade do caos,  
Um louco saiu do manicômio, com um brilho nos olhos e um ar de paz.  
Ele olhou para o mundo e viu a vida tão bela,  
Então decidiu que era hora de dar uma volta pela tela.

“Água! Água!”, ele gritou, como se fosse um rei,  
“Hoje eu vou beber e me sentir leve como um anjinho da lei!”  
E foi até a fonte, onde a água dançava em risos,  
Tomou um gole profundo e se sentiu cheio de sorrisos.

Mas ao beber aquele líquido tão puro e cristalino,  
O louco começou a rir — não era nada clandestino!  
A água parecia mágica, fazia cócegas no coração,  
E ele dançava pelas ruas como se fosse um balão.

“Olhem para mim!”, ele exclamou com alegria contagiante,  
“Eu sou leve como pluma, estou voando nesse instante!”  
Os pedestres o encaravam com uma mistura de temor e espanto,  
Mas ele só queria espalhar felicidade e encanto.

“Quem precisa de remédios quando se pode beber água?”,  
Ele proclamava, enquanto girava como uma folha na bruma.  
“Essa cidade é um manicômio sem paredes! Vamos rir! Vamos viver!  
A vida é uma piada e eu sou o seu palhaço a crescer!”

As pessoas começaram a rir também — que confusão!  
Beber água virou festa, uma grande celebração.  
Os engarrafadores de água tentaram protestar:  
“Ei! Isso não é assim! Vocês não podem pirar!”

Mas o louco só sorria: “Água é vida, meu caro amigo!  
Se não rir com ela, você vai ficar só no abrigo!”  
E assim ele dançou entre os carros e as calçadas,  
Como um verdadeiro artista em cenas improvisadas.

Na cidade do caos, onde o riso era raro,  
O louco trouxe magia com seu jeito tão claro.  
E quem diria que uma simples gota d'água poderia mudar?  
O dia ficou leve e todos começaram a sonhar.

Então fica a lição: em meio ao estresse e à dor,  
Às vezes é preciso um pouco de loucura e amor.  
Beba água, ria alto e não leve tudo tão a sério;   
Porque até no manicômio da vida há espaço para o mistério!

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