Era uma vez um menino, cheio de espinhas e caspa,
Com um cheiro que fazia os gatos da vizinhança dar a raspa.
Vivia em um barraco, numa esquina sem glamour,
Mas sua mente brilhava como um diamante puro.
Inteligente como poucos, sonhava alto e forte,
Enquanto o destino lhe pregava peças de má sorte.
A mãe, seu alicerce, sempre ao seu lado,
Mas uma queda do pé de jabuticaba deixou tudo virado.
Paraplégica agora, mas cheia de amor e esperança,
Ela dizia ao menino: “Não perca a confiança!”
Entre trancos e barrancos, ele cuidava da rainha,
Com esquizofrenia gritando na rotina tão mesquinha.
“Um dia a vida vai mudar!”, ele dizia com fervor,
Mas a cidade grande só trazia mais dor.
Duas décadas depois, o pai o expulsou sem dó:
“Você é um peso! Vá viver com seu próprio pó!”
E assim o menino ganhou asas — mas não pra voar longe;
Ele ficou na mesma cidade onde tudo era um estonte.
Com um coração partido e sonhos desfeitos,
A vida lhe pregava mais uns quantos efeitos.
Mas eis que um dia, em meio ao caos e à dor,
Ele encontrou o amor maravilhoso, puro e com fervor.
Uma garota que viu além das espinhas e da caspa,
Que enxergou sua alma como uma verdadeira pasta.
“Quem se importa com cheiros? Vamos dançar!”, ela disse.
E o menino sorriu; pela primeira vez, ele se sentisse feliz.
Nos braços dela, ele voou como nunca antes sonhara,
E a cidade grande se tornou sua nova cara.
Entre risadas e abraços, as espinhas foram esquecidas,
O amor verdadeiro trouxe novas vidas.
“Quem precisa de referências quando se tem um coração?”,
Ele pensou enquanto dançava na nova canção.
E assim a história do menino não terminou em apuros;
Ele aprendeu que mesmo entre os muros mais duros,
O amor é a chave que abre portas fechadas,
Transformando vidas em jornadas encantadas.
Então fica a lição: não importa o quão difícil seja o caminho,
Com amor ao lado e esperança no ninho,
Até o menino das espinhas pode encontrar seu lugar —
Na dança da vida onde todos podem brilhar!
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