sábado, 12 de outubro de 2024

culpado

Viver com a culpa de ser diferente é um fardo pesado,  
Uma sombra que se arrasta, um peso indesejado.  
Na sociedade que adora rotular e dividir,  
Ser "normal" é um padrão que muitos tentam seguir.  

Mas o que é ser normal? Quem define essa linha?  
É a conformidade que traz paz ou é a vida que envenena?  
Ser diferente é um dom, uma cor em meio ao cinza,  
Mas o medo do julgamento transforma essa beleza em brisa.  

A culpa se instala como uma erva daninha,  
Fazendo com que o coração se sinta em desatino.  
"Por que não posso ser como eles?", ecoa na mente,  
Mas cada um tem seu brilho, sua essência latente.  

A pressão por se encaixar pode corroer a alma,  
E a autenticidade, tão preciosa, perde sua calma.  
Ao invés de celebrar as diferenças que nos tornam únicos,  
Vivemos em silêncios, sufocando nossos vínculos.  

Essa busca pela aceitação é um labirinto cruel,  
Onde muitos se perdem na busca de um papel.  
Mas a verdadeira liberdade surge quando aceitamos,  
Que ser diferente é humano e juntos nos completamos.  

A culpa não deve ser o fardo que carregamos,  
Mas sim a força que nos une e nos tornamos.  
Vamos quebrar as correntes do medo e da vergonha,  
E abraçar a diversidade como uma bela canção.  

Cada passo dado em direção à autoaceitação,  
É uma vitória contra os rótulos e a opressão.  
Que possamos aprender a amar o que somos,  
E deixar de lado as culpas que não nos pertencem.  

Ser diferente é viver em cores vibrantes,  
É dançar ao ritmo da vida em instantes.  
Então celebremos nossas singularidades com fervor,  
E construamos um mundo onde todos sejam amor.  

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