terça-feira, 29 de outubro de 2024

bêbado no poder


No reino da política, uma cena sem igual,  
Entraram os bêbados, num desfile triunfal.  
Com copos na mão e sorrisos de lado,  
Prometeram o céu, mas esqueceram o Estado.

“Vamos mudar tudo!”, gritavam em meio ao bar,  
“Mais cerveja, menos impostos, é só nos apoiar!”  
E os sóbrios, coitados, com olhares de esperança,  
Acreditaram na festa e na dança da mudança.

“Um brinde à economia!”, disseram com fervor,  
Enquanto o orçamento ia pro ralo com amor.  
Os bêbados brindavam com risadas e gritos,  
E os sóbrios anotavam promessas em papéis bonitos.

“Educação pra todos!”, um bêbado proclamou,  
Mas no fundo da mente só um plano ele tramou:  
“Vamos ensinar a todos a beber sem parar,  
E a matemática é simples: a conta é só pagar!”

As ruas cheias de confete e um pouco de confusão,  
Os sóbrios perplexos viam a desilusão.  
“Prometemos hospitais!”, mais um bêbado gritou,  
Mas só construíram um bar onde o povo se afogou.

E quando a ressaca veio, oh que grande surpresa!  
Os sóbrios acordaram na maior tristeza.  
Os bêbados riam, com copos repletos de vinho,  
Enquanto o povo sofria — que lindo destino!

Mas quem se importa com contas ou com a razão?  
Se a festa continua no salão da ilusão?  
Os bêbados no poder vão dançando sem parar,  
E os sóbrios que acreditaram? Bem… vão só lamentar.

No fim da história, uma lição bem clara:  
Cuidado com quem promete enquanto a cachaça ampara.  
Pois no reino da política, entre risadas e risos,  
Às vezes quem está no comando não passa de um improviso!

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