No reino da política, uma cena sem igual,
Entraram os bêbados, num desfile triunfal.
Com copos na mão e sorrisos de lado,
Prometeram o céu, mas esqueceram o Estado.
“Vamos mudar tudo!”, gritavam em meio ao bar,
“Mais cerveja, menos impostos, é só nos apoiar!”
E os sóbrios, coitados, com olhares de esperança,
Acreditaram na festa e na dança da mudança.
“Um brinde à economia!”, disseram com fervor,
Enquanto o orçamento ia pro ralo com amor.
Os bêbados brindavam com risadas e gritos,
E os sóbrios anotavam promessas em papéis bonitos.
“Educação pra todos!”, um bêbado proclamou,
Mas no fundo da mente só um plano ele tramou:
“Vamos ensinar a todos a beber sem parar,
E a matemática é simples: a conta é só pagar!”
As ruas cheias de confete e um pouco de confusão,
Os sóbrios perplexos viam a desilusão.
“Prometemos hospitais!”, mais um bêbado gritou,
Mas só construíram um bar onde o povo se afogou.
E quando a ressaca veio, oh que grande surpresa!
Os sóbrios acordaram na maior tristeza.
Os bêbados riam, com copos repletos de vinho,
Enquanto o povo sofria — que lindo destino!
Mas quem se importa com contas ou com a razão?
Se a festa continua no salão da ilusão?
Os bêbados no poder vão dançando sem parar,
E os sóbrios que acreditaram? Bem… vão só lamentar.
No fim da história, uma lição bem clara:
Cuidado com quem promete enquanto a cachaça ampara.
Pois no reino da política, entre risadas e risos,
Às vezes quem está no comando não passa de um improviso!
Nenhum comentário:
Postar um comentário