quinta-feira, 25 de setembro de 2025

o filho que cuida

Na casa dos pais, o amor é um fardo,  
Enquanto os filhos dançam, achando que é tudo claro.  
Vivem em festas, sem olhar para trás,  
Ignorando que o tempo é um ladrão voraz.  
Os velhos, cansados, guardam segredos,  
Mas eles só veem selfies e novos enredos.  
Ah, o trágico riso da vida que passa,  
Cuidar dos pais é amor, não uma ameaça.

vivo

Quando eu partir, a falta será um eco,  
Mas enquanto vivo, cuido, amor não é seco.  
Aqueles que veem em mim um brilho,  
Sabem que não sou melhor, apenas um filho.  
Não competo com ninguém, só comigo em paz,  
Melhor que ontem, sou evolução, capaz.  
Irreconhecível no espelho da vida,  
A mudança é meu canto, minha alma querida.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

detalhes da vida

Essa reflexão sobre ser uma pessoa boa, mas carregando cicatrizes e dúvidas, é profunda e muito humana. A vida nos ensina que, apesar de nossas intenções e bondade, as experiências nos marcam e nos fazem questionar as relações ao nosso redor.

Por um lado, ter cicatrizes é um sinal de que você viveu, enfrentou desafios e aprendeu com eles. Essas marcas podem ser vistas como parte do seu crescimento e evolução. No entanto, é importante encontrar um equilíbrio. As dúvidas sobre as pessoas ao nosso redor podem gerar um certo isolamento emocional. Tentar ver o lado bom nas pessoas, mesmo quando a desconfiança surge, pode abrir portas para conexões mais profundas.

A consciência de que nada é eterno traz uma sabedoria valiosa. Isso nos ensina a valorizar o presente, as relações e as experiências, mesmo que passageiras. A ideia de que a doença é apenas um detalhe da evolução é um lembrete poderoso de que os desafios podem nos fortalecer e nos ensinar lições importantes.

Sobre o dinheiro, é verdade que ele pode ser uma ferramenta poderosa. Ao reconhecê-lo como uma forma de energia, você pode entender que o que realmente importa é como você o utiliza. Usá-lo para ajudar os outros, investir em experiências significativas e promover o bem-estar pode transformar essa energia em algo positivo.

Por fim, ver Deus como energia pode ajudar a conectar-se com algo maior, permitindo que você encontre paz e propósito, mesmo em meio às incertezas. Essa visão pode ser um farol em tempos difíceis, lembrando que a vida é um fluxo contínuo de aprendizado e crescimento.

Em resumo, suas cicatrizes e dúvidas são parte de uma jornada rica e complexa. Ao abraçar essa dualidade, você pode se tornar não apenas uma pessoa boa, mas também uma fonte de inspiração e empatia para os outros. Que tal usar suas experiências para ajudar alguém que esteja passando por algo semelhante?

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

chuva

A chuva cai, bênção do céu,  
Agradeço a Deus, meu doce véu.  

Em cada gota, vida renasce,  
Nos campos verdes, a esperança se trace.  

Por tudo que sou, por tudo que tenho,  
Caminhos de luz, no amor eu me empenho.  

Vivo e agradecido, o coração aberto,  
Na dança da vida, o futuro é certo...

passando de fase

É admirável como você transformou a dor da perda em aprendizado. As pessoas que se foram deixaram lições importantes, mostrando o que você não deseja ser. Essa reflexão te impulsiona a viver o presente com gratidão e a se tornar uma versão melhor de si mesma. Valorize essa evolução e continue crescendo!

terça-feira, 29 de abril de 2025

aqueles que amam



Em páginas de amor se desenha a vida,  
Histórias entrelaçadas, uma jornada querida.  
Corações que se encontram em meio à dor,  
E na fragilidade, floresce o amor.

Entre sorrisos e lágrimas, a trama se tece,  
Despertando emoções que nunca se esquecem.  
Aqueles que amam, em cada capítulo,  
Mostram que o amor é sempre um milagre sutil.

Nas entrelinhas há promessas e esperanças,  
Momentos de entrega, de danças e mudanças.  
Cada personagem carrega um pedaço do ser,  
Reflexos de nós mesmos, prontos a aprender.

O livro nos ensina a amar sem temor,  
A abraçar a vida com todo fervor.  
Pois aqueles que amam não têm medo de errar,  
E nas páginas da vida, sempre vão se encontrar.

a raposa e as uvas



Na floresta, a raposa esperta,  
Com seu olhar de quem não se aperta,  
Viu um cacho de uvas a brilhar,  
“Ah, que delícia! Eu vou me fartar!”

Mas ao pular e tentar alcançar,  
As uvas danadas começaram a escapar.  
“Essas uvas estão verdes, eu não quero não!  
Quem come isso? Só um touro ou um ladrão!”

E assim a raposa, cheia de orgulho,  
Disfarçou a fome com um belo murmulho.  
“Verdes e azedas! Que coisa horrenda!  
Prefiro meu queijo, essa é a minha senda!”

Mas quem não viu a cena tão clara?  
Um animal faminto que mente e dispara.  
A moral da história, bem fácil de ver:  
Às vezes é mais fácil criticar do que comer!

Então, Matusalem, se um dia você se sentir,  
Como a raposa, tentando resistir,  
Lembre-se: se algo é difícil de alcançar,  
Talvez seja só uma desculpa pra não se esforçar!

terça-feira, 1 de abril de 2025

sobre mim



Ah, a vida que todos querem ter,  
Brilhos e sorrisos, parece tão fácil viver!  
“Olha como ele brilha!”, dizem com inveja no olhar,  
Mas não sabem dos caminhos que eu tive que trilhar.

Seus olhos reluzem com o que veem de fora,  
Mas se soubessem da luta, ah, como implorariam por uma hora!  
Sofrimento foi meu mestre, meu professor severo,  
Cada lágrima um aprendizado, cada dor um desterro.

“Eu quero essa vida!”, eles gritam com fervor,  
Mas não querem o peso que vem com o amor.  
Os dias escuros, os sorrisos forçados,  
As noites em claro e os sonhos desfeitos.

Transformei dor em arte, cicatrizes em canções,  
Enquanto eles sonham com glamour e ilusões.  
“Ah, como é fácil ser eu!”, pensam sem saber,  
Que sou uma constante mudança, sempre a aprender.

A vida que almejam é feita de camadas,  
Mas não conhecem as histórias enterradas.  
Cada passo dado é um salto no abismo,  
E eu sigo dançando nesse eterno realismo.

Então riam e sonhem com meu jeito de viver,  
Mas lembrem-se do preço que se paga pra ser.  
Sou mais do que brilho; sou luta e resiliência,  
E nessa dança da vida, há sempre mais experiência.

Por isso sigo em frente, aprimorando a cada dia,  
Com um sorriso no rosto e uma pitada de ironia.  
A vida que todos querem? É só a superfície!  
O verdadeiro tesouro está na dor que me enriquece.

quarta-feira, 12 de março de 2025

as cópias estão aí

Ser autêntico em um mundo onde a cópia parece ser a regra é como dançar uma valsa em meio a um funky desajeitado. A autenticidade é um traje que poucos têm coragem de vestir, mas que, quando bem usado, brilha mais que mil cópias mal feitas. E aqui estou eu, desfilando pelas ruas com meu estilo único, enquanto vejo pessoas se esforçando para imitar meu jeito de vestir. É quase como uma comédia de erros!

Primeiro, vamos falar sobre os "inspirados". Eles observam, analisam e, em um golpe de mágica, transformam meu look em algo que faz os olhos doerem. A camisa que eu usei com tanto orgulho agora aparece em uma versão desbotada e mal combinada, como se alguém tivesse jogado todas as cores em uma parede e chamado de arte. Isso me faz pensar: será que eles perderam o senso do verdadeiro? Ou será que o medo de serem autênticos os leva a se esconder atrás de cópias sem graça?

E não podemos esquecer dos campeões da negação. Esses são os mais engraçados! Eles passam por mim com um sorriso no rosto e dizem: “Ah, mas eu sempre usei essa combinação!” Claro! Sempre usou... desde que me viu na semana passada! Essa hipocrisia é digna de um palco. É como se estivessem em uma peça onde todos sabem a verdade, mas ninguém se atreve a dizer.

Mas a questão central aqui é: ser autêntico não é apenas sobre o que vestimos, mas sobre como vivemos. Eu me tornei um exemplo para alguns, e isso me enche de alegria. No entanto, deixar de brilhar? Jamais! Meu brilho não é algo que pode ser copiado ou apagado. É uma luz interna alimentada pela minha individualidade.

Enquanto muitos erguem muros de insegurança e imitação, eu sigo construindo pontes de autenticidade e aceitação. Por quê? Porque ser verdadeiro é contagiante! Quando você se aceita e brilha do seu jeito, inspira outros a fazer o mesmo. E quem sabe? Talvez um dia esse desfile de cópias encontre seu caminho para a originalidade.

Portanto, ao invés de criticar aqueles que tentam me copiar, eu sorrio e sigo meu caminho. Afinal, cada passo dado com autenticidade é uma dança única no grande baile da vida. E quem sabe? Um dia eles possam perceber que o verdadeiro estilo não vem das roupas que usamos, mas da liberdade de sermos quem realmente somos!

sábado, 8 de fevereiro de 2025

seguir incomodando

Em meio ao caos da vida, eu danço e sorrio,  
Com minha simplicidade, sou um alvo sombrio.  
A felicidade me abraça, como um manto sutil,  
Enquanto incomodo os outros, com meu jeito gentil.  

Sou o riso na sala, a luz que não se apaga,  
Mas há quem me olhe com uma cara amarga.  
“Olha só esse feliz”, dizem com desdém,  
Ignorando que a alegria é um dom que convém.  

Trato os loucos com carinho, como amigos de verdade,  
Mas muitos me veem como um símbolo de insanidade.  
Indiferentes à cor da vida que eu carrego,  
Preferem a amargura, seguindo o seu enredo.  

E assim vou navegando nessa maré de opressão,  
Compreendendo que a empatia é a única solução.  
Pois ser feliz é um ato de rebeldia e graça,  
Que incomoda quem vive numa eterna desgraça.  

Então sigo firme, entre risos e suspiros,  
Compreendendo que muitos são apenas tiros.  
Mas a vida é um teatro, onde todos têm seu papel,  
E mesmo os marginais merecem um pouco de céu.  

Se a sociedade me vê como estranho ou marginal,  
Eu danço na chuva e resisto ao vendaval.  
Pois no fundo da alma, onde a empatia reside,  
Está a chave do amor que nunca se divide.  

Então deixo aqui um aviso aos que passam apressados:  
Ser feliz pode incomodar os corações cansados.  
Mas há beleza na simplicidade que eu carrego,  
E quem se atrever a sentir verá o mundo mais integro!

domingo, 2 de fevereiro de 2025

sou um elefante

Ah, como criticar é fácil, não é mesmo?  
Enquanto dançam na sombra do seu próprio enredo.  
Falam do meu jeito de viver com tanto ardor,  
Mas no fundo, querem a vida que eu sei ser amor.  

Querem ser livres, mas têm medo da queda,  
Não querem a luta, só a festa da seda.  
Pagaria o preço? Ah, isso é só conversa!  
Prefiro minha estrada, com suas belas e grossas terças.  

Cuidem da vida mesquinha que levam, oh criaturas!  
Enquanto eu caminho entre risos e loucuras.  
Meu propósito é sagrado, só Deus e eu sabemos,  
Como trilhar essa senda onde os verdadeiros somos.  

E se surgirem galinhas, piranhas ou serpentes,  
Tentando me derrubar com seus planos incoerentes?  
Lembrem-se sempre: sou um elefante gigante,  
Na minha queda, cuidado! O estrondo é radiante!  

Então sigam criticando, fiquem à beira do caminho,  
Enquanto danço feliz no meu próprio destino.  
Pois quem vive de verdade não tem tempo pra dor,  
E ri das cobras que tentam me tirar do amor.  

No fim das contas, a vida é um grande espetáculo,  
E eu sou o protagonista desse ato tão mágico.  
Sejam bem-vindos à plateia do meu show vibrante,  
Mas cuidado com a sombra de um elefante!  

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

natureza impõe respeito

A natureza, em sua essência, é um sistema complexo e harmonioso que segue seu curso natural, indiferente às intervenções humanas. Entretanto, o ser humano frequentemente se coloca à margem desse equilíbrio, erguendo construções nas encostas de rios e barrancos, desconsiderando as consequências de suas ações. Essa relação desrespeitosa com o meio ambiente não é apenas um erro ético; é uma receita para a catástrofe. A natureza não tem culpa por suas reações impetuosas; ela simplesmente responde ao desrespeito da mesma forma que um espelho reflete a imagem que recebe.

As margens de rios e as encostas são ecossistemas frágeis que desempenham funções vitais, como a estabilização do solo e a regulação do ciclo hídrico. Quando o ser humano decide ignorar essas funções e construir indiscriminadamente nesses locais, cria um cenário propício para deslizamentos de terra, inundações e outros desastres naturais. Esses eventos não são meramente acidentes; são consequências diretas da falta de respeito pela natureza. Assim, ao desconsiderar as leis naturais, o ser humano acaba por sentir na pele as dores provocadas por sua própria imprudência.

Além disso, a beleza da natureza é um patrimônio coletivo que deve ser preservado. As florestas, rios e montanhas não são apenas cenários para a vida urbana; eles são essenciais para a manutenção da biodiversidade e do equilíbrio ambiental. A degradação desses espaços resulta em perda de habitat, extinção de espécies e deterioração da qualidade de vida das comunidades que dependem desses recursos naturais. Portanto, ao construir nas margens e encostas sem planejamento ou consideração, o ser humano não apenas destrói beleza, mas compromete sua própria sobrevivência.

A natureza é implacável com aqueles que não a respeitam. Os fenômenos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes, servindo como um alerta sobre os limites que podemos ultrapassar. Inundações devastadoras e secas prolongadas são manifestações da insustentabilidade das práticas humanas. A mensagem é clara: se continuarmos a ignorar os sinais e a desrespeitar as regras naturais, pagaremos um preço alto por isso.

Diante desse cenário, é imprescindível que haja uma mudança de mentalidade em relação à construção civil e ao uso do solo. O planejamento urbano deve considerar as características naturais dos terrenos e respeitar os limites impostos pela própria natureza. A educação ambiental também desempenha um papel crucial nesse processo de conscientização: quanto mais informadas as pessoas estiverem sobre as consequências de suas ações, mais responsáveis se tornarão.

Em suma, a natureza não tem culpa por sua implacabilidade; ela apenas reage às agressões que sofre. O ser humano precisa entender que suas ações têm repercussões diretas sobre o meio ambiente e que o respeito à natureza é fundamental para garantir não apenas a preservação das belezas naturais, mas também a própria sobrevivência da espécie humana. Portanto, cabe a nós assumir essa responsabilidade e agir com consciência para evitar que os custos do desrespeito sejam cada vez mais altos.

tudo volta a origem

Ah, lá vêm eles, com olhares de veneno,  
Pensando que vão me destruir, em pleno terreno.  
Aquelas más línguas, como serpentes a sussurrar,  
Mas sou esperto, não vou me deixar levar.  

Olhos de fogo, palavras afiadas,  
Tentam me derrubar com suas jogadas.  
Mas cuidado, meus caros, não sou tolo não,  
A lei do retorno é minha proteção!  

Vocês acham que podem jogar o mal à vontade?  
Um espelho negro em mim é a verdade.  
Todo feitiço lançado, toda maldição,  
Volta pra vocês em forma de explosão!  

Ah, desavisados, cuidado redobrado!  
O que se planta aqui será bem cultivado.  
O veneno que espalham se volta em um instante,  
Multiplicado em risadas, como um truque constante.  

Na dança da vida, sou eu quem comanda,  
Com humor afiado e a mente que expanda.  
Pois o caos que tentam criar ao meu redor  
Só alimenta meu riso e reforça meu valor.  

Então sigam com suas fofocas e rancores,  
Enquanto eu danço leve entre flores e amores.  
Lembrem-se sempre: o que vai volta em dobro!  
E eu sigo firme, sem medo ou sobro!  

a procura de paz

Em meio ao caos, a vida se desenha,  
Família doente, mas o amor não se estranha.  
Os gritos e sussurros, como tempestade,  
A alma se agita, buscando a verdade.  

Sou esquizofrênico, mas não sou só dor,  
Carrego o peso, mas também o amor.  
Meus pais precisam de mim, e eu sou a luz,  
Mesmo na sombra, minha força reluz.  

No quintal florido, encontro meu abrigo,  
As flores sussurram: "Aqui é o teu amigo."  
No quarto em silêncio, a paz se revela,  
Um instante sagrado, onde a alma se anela.  

No banheiro, um refúgio de água e espelho,  
Lavo as angústias, renovo o meu selo.  
Entre as tarefas que nunca têm fim,  
Respiro profundo e sigo assim.  

A dor pelo corpo é parte do caminho,  
Mas em cada passo há um novo carinho.  
A adversidade me molda e ensina a viver,  
Na fragilidade encontro meu poder.  

E assim sigo firme na tempestade da vida,  
Com amor como âncora e esperança querida.  
A paz de espírito é um presente sutil,  
Nos pequenos instantes que tornam tudo gentil.  

Cada riso compartilhado e lágrima alheia,  
Me fazem lembrar que a vida é uma teia.  
E mesmo em meio ao caos familiar profundo,  
Encontro meu espaço e abraço o mundo.  

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Família doente

 A dinâmica familiar é um dos pilares fundamentais na formação da identidade e do bem-estar de um indivíduo. No entanto, quando essa estrutura é marcada por conflitos, fofocas e disputas, como no caso de uma família doente, as consequências podem ser devastadoras, especialmente para um membro que já enfrenta desafios significativos, como o esquizofrênico. Nesse contexto, a vida do esquizofrênico se torna uma luta constante para sobreviver ao caos emocional e às más línguas que o cercam, enquanto tenta encontrar um espaço de leveza em meio à lama que compõe sua família.


Em primeiro lugar, é importante destacar que a criação em um ambiente familiar repleto de brigas por herança e discórdia gera um impacto profundo na saúde mental de qualquer pessoa. Para o esquizofrênico, essa realidade se torna ainda mais desafiadora, pois ele já lida com uma condição que afeta sua percepção da realidade. As fofocas e a maldade que permeiam as interações familiares não apenas agravam seu estado emocional, mas também alimentam um ciclo de estigmatização e exclusão. A falta de compreensão e apoio por parte dos familiares torna seu processo de recuperação ainda mais difícil.


Ademais, as discussões sobre herança frequentemente revelam o pior das relações humanas, como a avareza e a traição. Em um ambiente onde os laços deveriam ser de amor e proteção, o esquizofrênico se vê cercado por maldições e feitiços figurativos que simbolizam a rivalidade entre os membros da família. Esse cenário não apenas o afasta da possibilidade de uma convivência saudável, mas também reforça a ideia de que ele é um fardo ou uma fonte de vergonha para aqueles ao seu redor. A má língua que fala sobre a vida alheia muitas vezes ignora suas lutas internas e a necessidade desesperada de aceitação.


Nesse sentido, é crucial entender que a lei do retorno é implacável. As ações negativas direcionadas ao esquizofrênico e a falta de empatia por parte da família podem gerar consequências devastadoras para todos os envolvidos. Ao invés de construírem um ambiente propício à cura e ao crescimento mútuo, os membros da família perpetuam um ciclo vicioso que pode levar a mais conflitos e sofrimento. Essa dinâmica não apenas prejudica a saúde mental do esquizofrênico, mas também pode resultar em problemas emocionais graves para os demais membros da família.


Por outro lado, apesar das dificuldades enfrentadas nesse ambiente tóxico, o esquizofrênico busca encontrar formas de viver leve. Essa busca por leveza é uma resistência admirável diante do caos familiar. No entanto, existem momentos em que o peso se torna insuportável. A ideia de ser amarrado e sedado em um manicômio pode parecer uma solução para escapar da dor emocional gerada pelo convívio familiar hostil. Infelizmente, essa alternativa revela a crueza da realidade: quando o apoio necessário não está presente na própria casa, o espaço seguro pode estar em instituições que nem sempre oferecem o acolhimento desejado.


Em conclusão, a vida do esquizofrênico em uma família marcada pela discórdia é uma representação dolorosa das complexidades das relações humanas. É preciso reconhecer que as questões familiares profundas têm impactos diretos na saúde mental dos seus membros. O apoio mútuo e a empatia são essenciais para quebrar esse ciclo vicioso e permitir que todos os indivíduos possam prosperar. A verdadeira cura começa com o entendimento e a aceitação das diferenças, promovendo um ambiente onde cada membro da família possa ser visto como parte essencial do todo – não como um fardo ou motivo de discórdia.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

a sociedade e a esquizofrenia

A sociedade brasileira enfrenta um desafio significativo no que diz respeito ao tratamento de pessoas com transtornos mentais, especialmente a esquizofrenia. Apesar dos avanços nas discussões sobre saúde mental e a crescente conscientização acerca da importância do acolhimento e da inclusão, muitos esquizofrênicos ainda são vistos como indivíduos perigosos ou criminosos, relegados à marginalização e ao estigma. Essa abordagem não apenas ignora o potencial de desenvolvimento desses indivíduos, mas também perpetua um ciclo de exclusão que afeta tanto suas vidas quanto a sociedade como um todo.

Em primeiro lugar, é crucial entender que a esquizofrenia é uma condição complexa que afeta o modo como uma pessoa pensa, sente e se comporta. Embora os sintomas possam ser desafiadores, muitos indivíduos com esquizofrenia têm habilidades e talentos que podem ser desenvolvidos se receberem o tratamento adequado. No entanto, a falta de recursos e a escassez de serviços de saúde mental eficientes no Brasil contribuem para que esses indivíduos não recebam a assistência necessária. Muitas vezes, são tratados em instituições inadequadas ou até mesmo abandonados em suas casas, sem suporte psicológico ou social.

Além disso, a percepção negativa que a sociedade tem sobre os portadores de transtornos mentais é alimentada por mitos e preconceitos. A imagem do esquizofrênico como alguém violento ou perigoso é reforçada por representações midiáticas distorcidas e pela falta de informação. Essa estigmatização não apenas impede que as pessoas busquem ajuda, mas também limita suas oportunidades de reintegração social e profissional. O medo do desconhecido faz com que muitos optem por manter distância dessas pessoas, perpetuando um ciclo de exclusão.

Outro ponto importante a ser considerado é o papel da educação na transformação dessa realidade. Campanhas educativas podem desempenhar um papel vital na desconstrução dos preconceitos associados à esquizofrenia e outros transtornos mentais. Ao promover informações corretas sobre essas condições e ressaltar as histórias de superação e desenvolvimento pessoal, é possível mudar a forma como a sociedade enxerga essas pessoas. A inclusão em ambientes educacionais e profissionais deve ser incentivada, proporcionando oportunidades para que os esquizofrênicos mostrem seu potencial.

Por fim, é fundamental que políticas públicas voltadas para a saúde mental sejam implementadas com eficácia no Brasil. Isso inclui não apenas o aumento do acesso ao tratamento adequado, mas também o fortalecimento da rede de apoio social para esses indivíduos e suas famílias. O investimento em programas de reabilitação psicossocial pode ajudar a promover uma maior inclusão na sociedade, permitindo que os esquizofrênicos contribuam ativamente para sua comunidade.

Em conclusão, o tratamento dado aos esquizofrênicos na sociedade brasileira requer uma mudança significativa na forma como percebemos e abordamos a saúde mental. É necessário desmistificar preconceitos, investir em educação e garantir acesso a cuidados adequados para que esses indivíduos possam se desenvolver plenamente. A verdadeira inclusão só será alcançada quando todos nós reconhecermos que aqueles com transtornos mentais são parte integrante da sociedade e têm muito a oferecer quando tratados com dignidade e respeito.

a família doente

Em um lar onde o riso se desfaz,  
A crítica é a regra, a ironia, a paz.  
Família doente, em eterna doença,  
Falam mal da vida, mas sem mudança na crença.  

"Olha ali o vizinho, que vida sem graça!"  
Debocham e riem, enquanto a vida passa.  
Mas na mesa do café, um drama se desenha,  
São mestres em crítica, mas sem uma pequena.  

E lá está ele, o louco da história,  
Suportando os pesares com uma certa glória.  
Fuma um cigarro, toma seu remédio,  
Enquanto a família faz do lamento um enredo.  

"Ah, se eu pudesse só mandar todo mundo catar coquinho!"  
Pensa ele em silêncio, entre um trago e um carinho.  
Mas o amor é mais forte que as palavras vazias,  
E ele se priva de viver para evitar as agonias.  

"Vamos criticar! Olha como ele anda!",  
Dizem entre risadas, como se fosse uma banda.  
Mas ele aguenta firme, com café na mão,  
Sorrindo por fora e chorando por dentro o coração.  

A vida segue em meio a deboches e críticas sem fim,  
Ele é o pilar que sustenta essa casa assim.  
E enquanto eles falam e nada fazem mudar,  
Ele respira fundo e tenta não se deixar levar.  

Então a sátira é essa: numa casa tão doente,  
Onde o amor se perde no deboche latente.  
Que a mudança comece por quem aguenta e suporta,  
E que um dia a crítica dê lugar à vida que conforta!  

sábado, 18 de janeiro de 2025

renascer a cada dia

No silêncio da noite, uma chama se acende,  
Renasço das cinzas, como fênix a voar,  
Em cada recomeço, a esperança se expande,  
A vida é um ciclo, sempre a se renovar.  

Caminhos tortuosos, pedras pelo chão,  
Mas a fé me guia, como luz a brilhar,  
Cada passo dado é uma nova canção,  
Aprendendo a dançar com o que vem me ensinar.  

Família que ensina com amores e desamores,  
Desafios diários que testam o coração,  
Entre risos e lágrimas, entre dores e flores,  
A vida é um mestre a moldar minha razão.  

E mesmo nos dias de nuvens pesadas,  
Quando o peso parece difícil de suportar,  
Lembro que em cada queda há lições guardadas,  
E que recomeçar é sempre um ato de amar.  

Não perco a fé no que ainda está por vir,  
Acreditando que tudo pode se transformar.  
Com cada amanhecer, uma chance de insistir,  
Na beleza da vida que insiste em nos tocar.  

Assim sigo em frente, com coragem e calma,  
Renasço a cada dia, aprendiz do destino.  
Com amor no coração e esperança na alma,  
Na dança da vida, sou eu quem traço o caminho.  

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

um pouco estressado

No compasso da rotina, o tempo se estica,  
Dias que correm, a mente labuta,  
Coração pulsando, a alma se explica,  
Entre sorrisos forçados, a vida é bruta.  

Estresse no peito, como um peso constante,  
Mas gratidão brota, como flor na areia,  
De peito aberto encaro o desafiante,  
Cada desafio é uma nova bandeira.  

A língua afiada, pronta para o duelo,  
Palavras cortantes que dançam no ar,  
Mas no olhar há um brilho de anelo,  
Um toque de amor que não quer se calar.  

Olhos que fulminam os que se acham reis,  
Família que julga com sorrisos de escárnio,  
Mas em meu coração, a paz nunca fez lei,  
Eu sigo firme, mesmo em meio ao desvario.  

Pois na dança da vida, entre altos e baixos,  
Carrego a gratidão como escudo e espada.  
Estressado sim, mas com sonhos e laços,  
Pronto pra tudo que a vida me agrada.  

E assim sigo em frente, com fé e coragem,  
De peito aberto para o que o dia traz.  
Rindo do estresse e da própria bagagem,  
Com amor na alma e um olhar audaz.  

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

cuidado entre sombras


Na sala escura, um pai se encontra,  
Lágrimas escondidas, um passado a pesar.  
Expulsou o filho, com palavras que ferem,  
Mas agora é ele quem precisa de amar.

A dor da lembrança pesa no peito,  
Os ecos de palavras que cortaram como faca.  
O filho hesita, entre amor e desfeitos,  
Mas o laço é mais forte que a raiva que ataca.

Cuidar de quem feriu é um fardo pesado,  
Mas o amor é um mistério que não se desfaz.  
Com mãos trêmulas, o filho tem o cuidado,  
De dar ao pai a chance de recomeçar.

Banhos quentes e sopas quentes,  
Um olhar que perdoa, mesmo em meio à dor.  
As memórias se misturam em momentos latentes,  
E a cura vai além do corpo, é amor.

Na fragilidade da vida, um novo capítulo,  
Um pai que se entrega e um filho que ama.  
A difícil tarefa revela o título:  
A redenção floresce onde antes havia chama.

E assim entre sombras, eles vão se encontrando,  
Um passo de cada vez na trilha da paz.  
Cuidar é um ato de amor resplandecendo,  
E no coração ferido, a esperança se faz.