A crítica é a regra, a ironia, a paz.
Família doente, em eterna doença,
Falam mal da vida, mas sem mudança na crença.
"Olha ali o vizinho, que vida sem graça!"
Debocham e riem, enquanto a vida passa.
Mas na mesa do café, um drama se desenha,
São mestres em crítica, mas sem uma pequena.
E lá está ele, o louco da história,
Suportando os pesares com uma certa glória.
Fuma um cigarro, toma seu remédio,
Enquanto a família faz do lamento um enredo.
"Ah, se eu pudesse só mandar todo mundo catar coquinho!"
Pensa ele em silêncio, entre um trago e um carinho.
Mas o amor é mais forte que as palavras vazias,
E ele se priva de viver para evitar as agonias.
"Vamos criticar! Olha como ele anda!",
Dizem entre risadas, como se fosse uma banda.
Mas ele aguenta firme, com café na mão,
Sorrindo por fora e chorando por dentro o coração.
A vida segue em meio a deboches e críticas sem fim,
Ele é o pilar que sustenta essa casa assim.
E enquanto eles falam e nada fazem mudar,
Ele respira fundo e tenta não se deixar levar.
Então a sátira é essa: numa casa tão doente,
Onde o amor se perde no deboche latente.
Que a mudança comece por quem aguenta e suporta,
E que um dia a crítica dê lugar à vida que conforta!
Nenhum comentário:
Postar um comentário