Com minha simplicidade, sou um alvo sombrio.
A felicidade me abraça, como um manto sutil,
Enquanto incomodo os outros, com meu jeito gentil.
Sou o riso na sala, a luz que não se apaga,
Mas há quem me olhe com uma cara amarga.
“Olha só esse feliz”, dizem com desdém,
Ignorando que a alegria é um dom que convém.
Trato os loucos com carinho, como amigos de verdade,
Mas muitos me veem como um símbolo de insanidade.
Indiferentes à cor da vida que eu carrego,
Preferem a amargura, seguindo o seu enredo.
E assim vou navegando nessa maré de opressão,
Compreendendo que a empatia é a única solução.
Pois ser feliz é um ato de rebeldia e graça,
Que incomoda quem vive numa eterna desgraça.
Então sigo firme, entre risos e suspiros,
Compreendendo que muitos são apenas tiros.
Mas a vida é um teatro, onde todos têm seu papel,
E mesmo os marginais merecem um pouco de céu.
Se a sociedade me vê como estranho ou marginal,
Eu danço na chuva e resisto ao vendaval.
Pois no fundo da alma, onde a empatia reside,
Está a chave do amor que nunca se divide.
Então deixo aqui um aviso aos que passam apressados:
Ser feliz pode incomodar os corações cansados.
Mas há beleza na simplicidade que eu carrego,
E quem se atrever a sentir verá o mundo mais integro!
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