sábado, 8 de fevereiro de 2025

seguir incomodando

Em meio ao caos da vida, eu danço e sorrio,  
Com minha simplicidade, sou um alvo sombrio.  
A felicidade me abraça, como um manto sutil,  
Enquanto incomodo os outros, com meu jeito gentil.  

Sou o riso na sala, a luz que não se apaga,  
Mas há quem me olhe com uma cara amarga.  
“Olha só esse feliz”, dizem com desdém,  
Ignorando que a alegria é um dom que convém.  

Trato os loucos com carinho, como amigos de verdade,  
Mas muitos me veem como um símbolo de insanidade.  
Indiferentes à cor da vida que eu carrego,  
Preferem a amargura, seguindo o seu enredo.  

E assim vou navegando nessa maré de opressão,  
Compreendendo que a empatia é a única solução.  
Pois ser feliz é um ato de rebeldia e graça,  
Que incomoda quem vive numa eterna desgraça.  

Então sigo firme, entre risos e suspiros,  
Compreendendo que muitos são apenas tiros.  
Mas a vida é um teatro, onde todos têm seu papel,  
E mesmo os marginais merecem um pouco de céu.  

Se a sociedade me vê como estranho ou marginal,  
Eu danço na chuva e resisto ao vendaval.  
Pois no fundo da alma, onde a empatia reside,  
Está a chave do amor que nunca se divide.  

Então deixo aqui um aviso aos que passam apressados:  
Ser feliz pode incomodar os corações cansados.  
Mas há beleza na simplicidade que eu carrego,  
E quem se atrever a sentir verá o mundo mais integro!

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