Planto sementes de sonhos, no calor do sul.
Com as mãos na terra, sinto a vida pulsar,
A simplicidade brota, é tempo de amar.
O sol desponta, acaricia cada folha,
As gotas da chuva dançam, em doce escolha.
Canteiro a canteiro, um universo a florescer,
Na horta do meu canto, tudo pode renascer.
Rabanetes vermelhos e alfaces verdinhas,
Tomates que pendem como pequenas joaninhas.
Cebolas que escondem tesouros de sabor,
Cada planta é um verso, cada colheita é amor.
O cheiro da terra molhada é poesia pura,
O trabalho é leve, não há pressa ou loucura.
Com o ritmo da natureza, aprendo a esperar,
A beleza da vida está em saber cultivar.
Borboletas dançam entre as flores em festa,
Minhocas na terra fazem sua proposta:
Deixar o solo rico, fértil e contente,
Na simplicidade da horta, tudo se sente.
E ao colher os frutos com carinho e gratidão,
Sinto na alma a paz dessa conexão.
Pois na horta singela que cultivo com amor,
Descubro que a vida é um eterno esplendor.
Assim sigo plantando os dias em harmonia,
Entre risos e flores, em doce sinfonia.
Na simplicidade de uma horta a brotar,
Aprendo que o amor é simples como o ar.
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