domingo, 13 de outubro de 2024

uma simples horta

Na terra macia, sob o céu tão azul,  
Planto sementes de sonhos, no calor do sul.  
Com as mãos na terra, sinto a vida pulsar,  
A simplicidade brota, é tempo de amar.  

O sol desponta, acaricia cada folha,  
As gotas da chuva dançam, em doce escolha.  
Canteiro a canteiro, um universo a florescer,  
Na horta do meu canto, tudo pode renascer.  

Rabanetes vermelhos e alfaces verdinhas,  
Tomates que pendem como pequenas joaninhas.  
Cebolas que escondem tesouros de sabor,  
Cada planta é um verso, cada colheita é amor.  

O cheiro da terra molhada é poesia pura,  
O trabalho é leve, não há pressa ou loucura.  
Com o ritmo da natureza, aprendo a esperar,  
A beleza da vida está em saber cultivar.  

Borboletas dançam entre as flores em festa,  
Minhocas na terra fazem sua proposta:  
Deixar o solo rico, fértil e contente,  
Na simplicidade da horta, tudo se sente.  

E ao colher os frutos com carinho e gratidão,  
Sinto na alma a paz dessa conexão.  
Pois na horta singela que cultivo com amor,  
Descubro que a vida é um eterno esplendor.  

Assim sigo plantando os dias em harmonia,  
Entre risos e flores, em doce sinfonia.  
Na simplicidade de uma horta a brotar,  
Aprendo que o amor é simples como o ar.  

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