Um lar temporário, mas cheio de lar.
As paredes são simples, o chão é de madeira,
Mas o coração pulsa como uma bandeira.
Morador de aluguel, sem luxo a ostentar,
Mas em cada canto há um jeito de amar.
Um café fumegante na mesa pequena,
Um livro aberto que a mente acena.
O cheiro da comida que vem da cozinha,
Risos e histórias que o tempo ensina.
As flores na janela, um toque de cor,
Transformam o simples em puro amor.
Cada dia é um quadro que se pinta devagar,
Com as cores da vida a nos inspirar.
Um passeio no parque, um amigo por perto,
Na simplicidade encontro o que é certo.
Não preciso de muito para me sentir pleno,
A beleza do cotidiano é um doce veneno.
A chuva que cai e faz tudo brilhar,
O sol que se põe e vem me abraçar.
Ser morador de aluguel é ter liberdade,
É viver com leveza e simplicidade.
E mesmo que as paredes não sejam eternas,
A felicidade mora nas coisas mais ternas.
Assim sigo a dançar nos pequenos momentos,
Encontrando na vida os mais belos sentimentos.
Pois ser simples e completo é saber apreciar,
Que na rotina do dia há sempre um lugar para amar.
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