Com um pé na esperança e outro no abismo.
A vida é uma comédia, eu sou o palhaço,
Rindo das curvas, dos tombos, do espaço.
Acordo de manhã com um café na mão,
Olho pela janela e digo: “Que confusão!”
O que será de mim? Uma pergunta sem fim,
Mas a risada ecoa, e eu sigo assim.
Talvez eu seja astronauta ou um grande poeta,
Ou quem sabe um mestre de dança secreta?
O futuro é um mistério, um quebra-cabeça,
Mas não vou deixar que isso me impeça!
Com os pés descalços na areia da praia,
Vou vivendo a vida como uma folguinha na saia.
Se o amanhã é nebuloso e a sorte é caprichosa,
Eu brinco com as nuvens e faço uma prosa.
Vou sair pra dançar até o sol se pôr,
Rindo das dúvidas e do meu próprio temor.
Se a vida é um filme e o roteiro é avesso,
Eu improviso cenas com muito mais apreço.
Ah, quem precisa de planos tão certeiros?
Vou seguir em frente com meus devaneios!
E se o futuro me pregar uma peça maluca,
Eu dou uma pirueta e a vida me educa.
Então brindemos ao hoje, ao riso sincero,
À incerteza que traz um sabor tão belo!
Porque no fundo da alma, eu sei que é verdade:
Viver é um presente, mesmo na tempestade!
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