domingo, 13 de outubro de 2024

o sono

 No silêncio da noite, onde o mundo repousa,  
O sono dos justos se torna uma prosa.  
Mas sob a calma aparente, um peso a ocultar,  
Mentiras e sombras que vêm a atormentar.  

Os que amam de perto, com gestos sinceros,  
Guardam em seus peitos segredos traiçoeiros.  
Enquanto a lua brilha, o coração se esconde,  
Na teia de enganos que a consciência responde.  

Dormem tranquilos, como se nada houvesse,  
Mas o eco das mentiras nunca se desfaz.  
Um sorriso disfarçado, uma palavra vazia,  
O amor se enreda em uma melodia sombria.  

Os justos que mentem não veem a dor,  
Que causa em quem ama com tanto fervor.  
Na penumbra da noite, os fantasmas surgem,  
Lembranças de promessas que a vida dirigem.  

Mas o sol sempre nasce, trazendo verdade,  
Desfazendo as ilusões e a falsa felicidade.  
O sono pode ser profundo, mas um dia acorda,  
E os corações feridos buscam a luz que engorda.  

Que os justos que mentem possam um dia entender,  
Que o amor verdadeiro não deve abafar nem esconder.  
Que ao invés de sonecas em sonhos de engano,  
Possam cultivar sinceridade em cada plano.  

Assim, no despertar da alma e do ser,  
Encontrarão redenção no amor de viver.  
Pois só na verdade é que o amor se expande,  
E o sono dos justos pode ser puro e grande.  

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