O sono dos justos se torna uma prosa.
Mas sob a calma aparente, um peso a ocultar,
Mentiras e sombras que vêm a atormentar.
Os que amam de perto, com gestos sinceros,
Guardam em seus peitos segredos traiçoeiros.
Enquanto a lua brilha, o coração se esconde,
Na teia de enganos que a consciência responde.
Dormem tranquilos, como se nada houvesse,
Mas o eco das mentiras nunca se desfaz.
Um sorriso disfarçado, uma palavra vazia,
O amor se enreda em uma melodia sombria.
Os justos que mentem não veem a dor,
Que causa em quem ama com tanto fervor.
Na penumbra da noite, os fantasmas surgem,
Lembranças de promessas que a vida dirigem.
Mas o sol sempre nasce, trazendo verdade,
Desfazendo as ilusões e a falsa felicidade.
O sono pode ser profundo, mas um dia acorda,
E os corações feridos buscam a luz que engorda.
Que os justos que mentem possam um dia entender,
Que o amor verdadeiro não deve abafar nem esconder.
Que ao invés de sonecas em sonhos de engano,
Possam cultivar sinceridade em cada plano.
Assim, no despertar da alma e do ser,
Encontrarão redenção no amor de viver.
Pois só na verdade é que o amor se expande,
E o sono dos justos pode ser puro e grande.
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