Rótulos pesados, como grilhões na alma,
"Gordo", "feio", "acabado" — mas eu sigo com calma.
Em meio a julgamentos que tentam me definir,
Sou mais do que etiquetas, sou livre pra existir.
Se me chamam de "sabichão", eu sorrio e aceito,
Pois a sabedoria vem do viver, do respeito.
E se o mundo me vê como "surtado" ou estranho,
A verdade é que danço no ritmo dos meus sonhos.
Não sou uma cópia, nem sombra de ninguém,
Cada imperfeição é parte do meu bem.
Na diversidade dos corpos e das mentes a vagar,
Encontro minha essência, o meu jeito de amar.
A beleza é única, não se mede em padrões,
E eu me visto de cores, não de frustrações.
Se a vida me rotula num jogo sem fim,
Eu me ergo mais forte e digo: “Isso não é pra mim.”
Sou genuíno e autêntico, com cicatrizes e risos,
Carrego minha história em cada passo preciso.
E mesmo que o mundo insista em me classificar,
A luz que há em mim nunca vai se apagar.
Então grito ao universo: “Sou eu em toda a minha glória!”
Um ser que desafia os limites da história.
E se os rótulos chegam com suas vozes a ecoar,
Eu danço na chuva e aprendo a amar.
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