terça-feira, 29 de outubro de 2024

o rotulado


Rótulos pesados, como grilhões na alma,  
"Gordo", "feio", "acabado" — mas eu sigo com calma.  
Em meio a julgamentos que tentam me definir,  
Sou mais do que etiquetas, sou livre pra existir.

Se me chamam de "sabichão", eu sorrio e aceito,  
Pois a sabedoria vem do viver, do respeito.  
E se o mundo me vê como "surtado" ou estranho,  
A verdade é que danço no ritmo dos meus sonhos.

Não sou uma cópia, nem sombra de ninguém,  
Cada imperfeição é parte do meu bem.  
Na diversidade dos corpos e das mentes a vagar,  
Encontro minha essência, o meu jeito de amar.

A beleza é única, não se mede em padrões,  
E eu me visto de cores, não de frustrações.  
Se a vida me rotula num jogo sem fim,  
Eu me ergo mais forte e digo: “Isso não é pra mim.”

Sou genuíno e autêntico, com cicatrizes e risos,  
Carrego minha história em cada passo preciso.  
E mesmo que o mundo insista em me classificar,  
A luz que há em mim nunca vai se apagar.

Então grito ao universo: “Sou eu em toda a minha glória!”  
Um ser que desafia os limites da história.  
E se os rótulos chegam com suas vozes a ecoar,  
Eu danço na chuva e aprendo a amar.

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