terça-feira, 15 de outubro de 2024

o progresso

    No coração da cidade, o concreto a reinar,  
Asfalto e prédios, um mundo a se erguer,  
Mas sob essa camada, a vida a sufocar,  
E a natureza chora, sem poder se defender.  

Ganância desenfreada, um progresso voraz,  
Despreza os rios e florestas que são paz.  
Sonhos submersos em inundações frias,  
O eco da destruição grita em agonias.  

As árvores cortadas, os campos esquecidos,  
Dão lugar a estruturas que não têm sentidos.  
O homem avança com sua ambição,  
Mas ignora que a terra é sua verdadeira mãe, em ação.  

As chuvas que antes eram bênçãos de vida,  
Agora se tornam fúria e ferida.  
O asfalto absorve e não deixa fluir,  
E os sonhos afogados começam a sucumbir.  

Oh, como seria lindo se pudéssemos ver,  
Que o progresso verdadeiro respeita o viver.  
Que ao lado do homem, a natureza caminha,  
Em harmonia plena, onde a vida se ensina.  

É tempo de acordar para o chamado da terra,  
De transformar o concreto em beleza que encerra.  
Respeitar cada rio, cada montanha e flor,  
E construir um futuro onde reine o amor.  

Que possamos sonhar com cidades que abraçam,  
A vida pulsante que em cada esquina passa.  
Pois só assim poderemos ver florescer,  
Um mundo onde o homem e a natureza vão renascer.  

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