Asfalto e prédios, um mundo a se erguer,
Mas sob essa camada, a vida a sufocar,
E a natureza chora, sem poder se defender.
Ganância desenfreada, um progresso voraz,
Despreza os rios e florestas que são paz.
Sonhos submersos em inundações frias,
O eco da destruição grita em agonias.
As árvores cortadas, os campos esquecidos,
Dão lugar a estruturas que não têm sentidos.
O homem avança com sua ambição,
Mas ignora que a terra é sua verdadeira mãe, em ação.
As chuvas que antes eram bênçãos de vida,
Agora se tornam fúria e ferida.
O asfalto absorve e não deixa fluir,
E os sonhos afogados começam a sucumbir.
Oh, como seria lindo se pudéssemos ver,
Que o progresso verdadeiro respeita o viver.
Que ao lado do homem, a natureza caminha,
Em harmonia plena, onde a vida se ensina.
É tempo de acordar para o chamado da terra,
De transformar o concreto em beleza que encerra.
Respeitar cada rio, cada montanha e flor,
E construir um futuro onde reine o amor.
Que possamos sonhar com cidades que abraçam,
A vida pulsante que em cada esquina passa.
Pois só assim poderemos ver florescer,
Um mundo onde o homem e a natureza vão renascer.
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