terça-feira, 15 de outubro de 2024

apenas fotos


Em álbuns antigos, guardadas com cuidado,  
Memórias em papel de um lar encantado.  
Risos e abraços, momentos vividos,  
Cantos de alegria, sonhos queridos.

A luz que filtrava pelas janelas,  
Sussurros de vida em mil aquarelas.  
Cada imagem uma história contada,  
Um eco de risos que a alma não apaga.

Hoje volto ao lugar onde fui tão feliz,  
Mas o tempo levou o que eu sempre quis.  
As paredes agora são sombras do passado,  
Um espaço vazio que ficou guardado.

As flores do jardim perderam o brilho,  
O cheiro da casa é só um sutil trilho.  
Mas ao abrir o álbum, tudo ressuscita:  
O calor do lar que a memória habita.

As fotografias dançam na luz suave,  
Revelando um amor que nunca se lave.  
Visito esse canto com o coração pleno,  
Mesmo sabendo que já não é terreno.

E assim sigo firme, entre risos e dor,  
Guardando as lembranças com todo o fervor.  
Pois mesmo distante, em cada visita,  
O lar vive em mim — é a alma bendita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário