terça-feira, 29 de outubro de 2024

amores e desamores na terra do governo


Era uma vez, em uma cidade bem distante,  
Um governo que só pensava em seu próprio amante.  
Fazendo promessas como quem faz serenata,  
Mas a única música era a da conta bancária chata.

O povo assistia, com um olhar de desdém,  
Enquanto os políticos dançavam, mas só para o “bem”.  
“Vote em mim!”, dizia o candidato sorridente,  
Mas o único plano era encher o próprio presente.

No meio da rua, um gay sonhador passava,  
Com um brilho no olhar e a esperança que não acabava.  
“Não quero morrer na esquina por ser quem eu sou!”,  
Ele gritava com força, enquanto a vida voou.

Ele sonhava com amor e um futuro bem melhor,  
Mas a realidade batia como um tambor:  
“Sociedade insana! Olha a minha luta!”,  
Enquanto o governo bailava numa vida absoluta.

E ali perto, uma prostituta habilidosa,  
Pagando a faculdade com uma vida dolorosa.  
“Se eu não trabalhar aqui, como vou estudar?  
A vida é uma dança e eu tenho que rodar!”

Ela sonhava com o dia em que seria doutora,  
Mas o relógio não para e a dor não tem hora.  
“Um dia vou mudar essa história de dor”,  
Ela dizia ao seu espelho, pintando-se de amor.

E no bar da esquina, o dono sorridente,  
Lucra com corações partidos e dores latentes.  
“Mais uma rodada pra quem perdeu no amor!”,  
Ele gritava alegremente, sem nenhum pudor.

Os casais entravam chorando e saindo a soluçar,  
Mas no fundo do copo havia sempre um novo par.  
“O amor é um negócio!”, ele dizia pra si mesmo,  
Enquanto contava os lucros de cada desespero.

E assim se desenrolava essa comédia romântica:  
O governo dançando na sua própria pântica,  
O gay lutando por amor na esquina da vida,  
A prostituta sonhando com uma saída.

Até que um dia, todos se reuniram no bar:  
“O governo é só riso e não sabe governar!  
A gente quer direitos! Queremos ser ouvidos!”  
Gritaram juntos, entre risos e gemidos.

O dono do bar riu e disse: “Parem de chorar!  
Se vocês se unirem, podem tudo mudar!”   
E assim nasceu um movimento inusitado:   
Um amor pela mudança que deixou o povo alucinado!

No final da festa, todos brindaram à dor:   
“À luta! À vida! E ao nosso valor!”   
E enquanto o governo dançava sem saber do final,   
O povo fez história — tudo virou carnaval!

Com risos e amores e um toque de ironia,   
Na terra do governo que só pensava em sua folguinha.   
Uma sátira romântica de vidas entrelaçadas,   
Mostrando que juntos somos mais que as nossas jornadas!

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