quinta-feira, 17 de outubro de 2024

alívio


No canto da casa, um refúgio sutil,  
O banheiro espera, é um espaço gentil.  
A tensão abdominal, como um peso a mais,  
Busca a liberdade em momentos de paz.

A porta se fecha, o mundo se apaga,  
E na calma do instante, a mente se embriaga.  
Tudo que foi digerido, como folhas ao vento,  
Vai para a fossa, levando o tormento.

Um suspiro profundo, a pressão se desfaz,  
Como se cada gota levasse um pouco da paz.  
O corpo relaxa, a alma respira,  
E aquela sensação gostosa se inspira.

A vida é um ciclo, o corpo é um lar,  
E nesse momento, eu aprendo a soltar.  
O alívio chega como um doce abraço,  
Um lembrete que tudo tem seu espaço.

Quando saio de lá, leve e renovado,  
Sinto que as tensões foram deixadas de lado.  
Na simplicidade do ato tão humano,  
Encontro a alegria em cada plano.

Então celebro o alívio com um sorriso aberto,  
Pois até nas pequenas coisas há sempre um certo.  
E assim sigo adiante, com leveza e graça:  
Cada instante vivido é uma nova passagem que passa!

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