domingo, 20 de outubro de 2024

a cunhada


No reino de risos, uma sombra se esgueira,  
Cunhada enfeitada, mas com alma ligeira.  
O amor que é puro, ela insiste em testar,  
Com seu jeito ardente, vem para infernizar.

Entre festas e copos, ostentação a brilhar,  
Esquece da vida que deveria cuidar.  
O pai dela, um homem de valor e carinho,  
Mas nos olhos da filha, ele é só um caminho.

A aparência é rainha no trono do ego,  
E a essência do amor vai se perdendo em apego.  
Com os fiéis da igreja e amigos de copo,  
Ela dança na superfície, enquanto o fundo é um sopro.

Os sorrisos se tornam máscaras a esconder,  
A verdadeira vida que não sabe viver.  
Entre selfies e glamour, o coração se esfria,  
E o amor que poderia ser só melodia.

Ah, cunhada diabo, por que não vê?  
Que o brilho exterior não é tudo que há em você.  
O amor precisa de cuidado, de tempo e atenção,  
Mas tudo que busca é uma falsa adoração.

Que a vida te ensine a olhar pra dentro,  
A valorizar o afeto que está ao seu centro.  
Pois ostentação pode até impressionar,  
Mas o amor verdadeiro é o que faz vibrar.

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