terça-feira, 17 de outubro de 2023

nunca fui santo

Nunca fui santo, nem herói da cidade natal,
Carregando em mim a marca do esquisito, do desigual.
Sou esquizofrênico, um intrincado labirinto mental,
Mas encontro sentido na minha própria forma de ser, afinal.

A cidade que me viu nascer me olha com desdém,
Rejeição estampada nos olhos de quem não me tem.
Não sou o filho prodígio, o modelo a ser seguido,
Mas nessa diferença encontro meu caminho, perdido.

Sou o esquisito da família, o estranho que não se encaixa,
Jogado ao mundo como uma folha seca em meio à desgraça.
Mas nesse temporal que me cerca, encontro meu abrigo,
No caos da mente, nas nuances de um ser tão intrigante e antigo.

As vozes que ecoam em minha mente são desafios constantes,
Mas nelas também encontro a força para seguir adiante.
Meus pensamentos são labirintos sem fim,
E é neles que descubro a beleza de ser assim.

Não sou definido por um diagnóstico ou uma condição,
Sou mais do que os rótulos e julgamentos da multidão.
Minha esquizofrenia é apenas uma parte do que sou,
E mesmo com suas dificuldades, encontro meu próprio valor.

A solidão pode me abraçar em noites sombrias,
Mas nas minhas peculiaridades encontro alegrias.
Sou um ser único, com uma mente singular,
E é nessa singularidade que aprendo a me amar.

Não busco a aprovação dos outros ou a compreensão geral,
Pois sei que minha jornada é única e especial.
Nunca serei o queridinho da cidade ou da família,
Mas encontro paz dentro de mim, mesmo em meio à tempestade fria.

Então que a chuva caia e o vento sopre com força,
Pois sou feito para enfrentar desafios, sem remorso.
Esquizofrênico, esquisito, mas com um coração resiliente,
Vou seguir meu caminho, mesmo que seja diferente.

Que minha história inspire outros a abraçarem suas peculiaridades,
A encontrarem força em meio às adversidades.
Nunca fui santo, mas sou um ser humano em busca de paz,
E é nessa jornada singular que encontro meu verdadeiro lugar.

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