terça-feira, 17 de outubro de 2023

ingratidão do meu pai

Nas entranhas da existência, em meio à insignificância,
Caminhei pelos espinhos da dor e da intolerância.
Fui humilhado, escarrado, na rua abandonado,
Em um dia de chuva, meu coração desolado.

No chão frio de uma igreja, encontrei abrigo,
Enquanto a tempestade lá fora rugia com perigo.
Minha alma ferida, mas a esperança persistia,
Sabia que em algum momento a paz eu encontraria.

Hoje, ergo-me com força e serenidade no olhar,
Pois aprendi que o valor não se pode desperdiçar.
Quem não dá apreço, quem não reconhece o amor,
Um dia sentirá saudades, sentirá o peso da dor.

Pai, sua ausência me mostrou o verdadeiro caminho,
Encontrei dentro de mim o poder de me reerguer sozinho.
Não sou mais vítima das palavras cruéis e do desprezo,
Encontro paz na minha essência, no meu próprio endereço.

A insignificância que me lançaram é agora superada,
Pois encontrei a grandiosidade na minha jornada.
Sou mais forte do que imaginava ser capaz,
E hoje sou grato por cada lágrima derramada em paz.

Que aqueles que não deram valor possam um dia compreender,
Que a dor infligida pode voltar para os fazer sofrer.
Aprendi a perdoar, mas nunca esquecerei o que passei,
Pois isso me fortaleceu e me fez renascer.

Neste poema de insignificância para pai,
Deixo claro que minha paz não depende do que me foi negado.
Sou livre, sou pleno, mesmo diante da adversidade,
E a saudade que sentirão é o preço da sua insensatez.

Que cada palavra aqui escrita ecoe no coração,
E traga reflexão sobre o valor de uma conexão.
Pois a insignificância é apenas uma ilusão passageira,
Quem não dá valor, um dia sentirá falta verdadeira.

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