Família doente, mas o amor não se estranha.
Os gritos e sussurros, como tempestade,
A alma se agita, buscando a verdade.
Sou esquizofrênico, mas não sou só dor,
Carrego o peso, mas também o amor.
Meus pais precisam de mim, e eu sou a luz,
Mesmo na sombra, minha força reluz.
No quintal florido, encontro meu abrigo,
As flores sussurram: "Aqui é o teu amigo."
No quarto em silêncio, a paz se revela,
Um instante sagrado, onde a alma se anela.
No banheiro, um refúgio de água e espelho,
Lavo as angústias, renovo o meu selo.
Entre as tarefas que nunca têm fim,
Respiro profundo e sigo assim.
A dor pelo corpo é parte do caminho,
Mas em cada passo há um novo carinho.
A adversidade me molda e ensina a viver,
Na fragilidade encontro meu poder.
E assim sigo firme na tempestade da vida,
Com amor como âncora e esperança querida.
A paz de espírito é um presente sutil,
Nos pequenos instantes que tornam tudo gentil.
Cada riso compartilhado e lágrima alheia,
Me fazem lembrar que a vida é uma teia.
E mesmo em meio ao caos familiar profundo,
Encontro meu espaço e abraço o mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário