Na calma da noite, o silêncio é profundo,
Sou simples, mas às vezes, perco-me no mundo.
Pensamentos que dançam em círculos vazios,
E as trevas se aproximam, sussurrando desafios.
A mente é um labirinto de ecos e dúvidas,
Emaranhados de ideias que fazem-se súbitas.
A luz da razão se esconde em meio à bruma,
E a incoerência me envolve, como uma espuma.
As sombras se estendem, como mãos a me tocar,
A simplicidade pesa, difícil de suportar.
Os sorrisos do dia se tornam memórias frias,
E o peso da noite traz suas agonias.
Por que a mente vagueia em mares tão escuros?
Por que os pensamentos se tornam tão duros?
A esperança se esconde nas frestas do ser,
Mas o medo a espreita, sempre a renascer.
Nesses momentos de fraqueza e confusão,
Busco um fio de luz para guiar meu coração.
A simplicidade é beleza, mas também é dor,
E nas trevas que rondam, busco um pouco de amor.
Assim sigo em frente, entre sombras e brilhos,
Aprendendo a dançar entre os altos e os trilhos.
A vida é um mistério que não sei resolver,
Mas na luta constante, ainda quero viver.
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