No cantinho da praça, a fofoqueira se assenta,
Com um olhar afiado e a língua que não tenta.
“Você viu o João? E a Maria? Que horror!
A vida dos outros é meu maior fervor!”
Ela vai à igreja, com um sorriso de santidade,
Mas na hora do culto, só pensa em maldade.
“Olha aquela roupa! Que pecado!” ela ri,
Enquanto o padre reza, ela não tá nem aí.
“Vou contar uma novidade que vai dar o que falar:
A vizinha tá na boca do povo pra chorar!”
E assim ela vai, espalhando a confusão,
Enquanto a vida dela é só uma ilusão.
Do outro lado da esquina, um viciado trabalha,
Com os olhos perdidos e a mente que não vale.
“Ótimo dia!”, ele diz, enquanto conta os trocados,
Mas no fundo da alma, só tem sonhos quebrados.
Ele corre atrás do vício como quem busca um tesouro,
Mas o que ele encontra é só mais um apuro.
“Mais um dia normal”, ele murmura em desespero,
Enquanto o mundo gira em torno de seu erro.
E lá vem o louco, tentando entrar na linha,
Com um terno engomado e uma cara de marinha.
“Eu sou normal!”, ele grita pra quem quiser ouvir,
Mas dentro de si há um turbilhão a ferir.
Ele segue as regras dessa sociedade insana,
Mas no fundo sabe que a vida é uma trama.
“Se eu agir como todos, talvez me aceitem”, pensa,
Mas sua essência grita: “Aqui não há recompensa!”
E assim se desenrola essa dança estranha:
A fofoqueira fofocando, o viciado em sua ganja,
E o louco tentando ser “normal” na multidão,
Cada um com suas lutas e sua própria visão.
No fim das contas, quem é exemplo de vida?
A fofoqueira ou o viciado? A loucura é perdida?
Talvez a moral seja bem mais complexa:
Em cada um deles há uma história que se conecta.
Então vamos rir dessa gente tão peculiar:
Na comédia da vida, todos têm seu lugar.
Seja você fofoqueiro ou louco à beça,
A vida é uma sátira — e isso já é uma beleza!
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