Em mesas fartas, o desperdício é triste,
Alimentos esquecidos, um ato que persiste.
Frutos que murcham, pães que vão ao chão,
Enquanto a fome grita em cada coração.
No mundo abundante, tanto se joga fora,
A natureza clama, mas poucos a imploram.
Cada garfada deixada é um grito de dor,
De quem não tem nada e sonha com amor.
E assim também é o tempo que se esvai,
Com pessoas que não somam, que apenas estão ali.
Conversas vazias, sorrisos sem valor,
Desperdiçando momentos que poderiam ser flor.
A vida é curta, um tesouro precioso,
E cada instante deve ser vivido com gozo.
Escolher quem nos cerca é um ato de amor,
Fugir do que drena e buscar o calor.
Que possamos valorizar o que realmente importa,
Alimentos na mesa e amizades que confortam.
Respeitar cada segundo e cada refeição,
Transformando o desperdício em gratidão.
Assim, faremos do mundo um lugar mais justo,
Onde a abundância reina e o amor é o custo.
E no prato da vida, que nunca falte a essência,
De aproveitar cada momento com plena consciência.
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