Em álbuns antigos, guardadas com cuidado,
Memórias em papel de um lar encantado.
Risos e abraços, momentos vividos,
Cantos de alegria, sonhos queridos.
A luz que filtrava pelas janelas,
Sussurros de vida em mil aquarelas.
Cada imagem uma história contada,
Um eco de risos que a alma não apaga.
Hoje volto ao lugar onde fui tão feliz,
Mas o tempo levou o que eu sempre quis.
As paredes agora são sombras do passado,
Um espaço vazio que ficou guardado.
As flores do jardim perderam o brilho,
O cheiro da casa é só um sutil trilho.
Mas ao abrir o álbum, tudo ressuscita:
O calor do lar que a memória habita.
As fotografias dançam na luz suave,
Revelando um amor que nunca se lave.
Visito esse canto com o coração pleno,
Mesmo sabendo que já não é terreno.
E assim sigo firme, entre risos e dor,
Guardando as lembranças com todo o fervor.
Pois mesmo distante, em cada visita,
O lar vive em mim — é a alma bendita.
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